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Presentinhos Baby Liz e família

Fiz esses presentinhos para uma família querida que está a espera de nossa bebezinha Liz.

O quadrinho cegonha para a mamãe Tati e para o papai Junior.

A mini flâmula para o titio Jé.

E a flâmula chuva de amor para a vovó Ivete.

Inspirem-se!

Para orçamentos e encomendas, contato pelo email falecomalinne@gmail.com

 

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03/08/18

Fico impressionada com a minha falta de habilidade em socializar.

Ontem fui em uma festinha e duas situações me intrigaram depois.
Fui cumprimentar um cara e chamei pelo nome do irmão. Corrigi rapidamente mas odiei a gafe. Eu sei exatamente qual é qual. Eu os conheço a vida inteira.
Depois conversando com uma moça, que também conheço desde sempre, quando ela falou que estava a espera do seu segundo filho, minha mão foi automaticamente alisar sua barriga. PS1: eu odeio esse lance de tocar em barriga de gravida. PS2: eu já tinha visto no facebook que ela está gravida e realmente tinha esquecido e fiquei surpresa na hora.
Apesar de estar familiarizada com as pessoas, ainda assim sou um desastre. Imagina com desconhecidos. Fico feito barata tonta. O cérebro e o corpo não se mantém em harmonia. Não funcionam bem quando saio da minha bolha de zona de conforto.
Preciso sair mais vezes. Não quero!
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12/06/18

Ontem fui deitar chorando. Não era pela data comemorativa que se aproximava (desculpe ser repetitiva, preciso ressaltar que tenho problemas com elas, sobretudo pela empatia aos menos favorecidos, dessa vez nem consigo distinguir de qua lado estou!), a tristeza derivada de uma crise financeira. Corriqueira.

Sonhos ruins – Noite mau dormida – Amanheci com dor de cabeça.
Cronograma esperado.
Segue o dia.
Café com leite na caneca, microondas. Tirando a caneca, esbarrei na lateral, sujeira! Coloquei na pia, ardeu a mão pois estava quente, derrubei mais um pouco. Mudei para o outro lado para limpar os dois primeiros, virei a caneca, derrubou na pia todinha, outra parte escorreu no gabinete, outra em toda minha roupa e mais um tanto no chão. Achei que a caneca era de 200ml mas que nada, ali tinha ao menos 2 litros, tenho certeza!
Mais tarde pediatra de rotina dos filhos. Espera. Criança agoniada. Correm pra lá, correm pra cá. O já esperado tombo. Um joelho ralado, sangrando, com muito choro. Mãe dá colo ali. Precisando de colo aqui. Consulta. Depois vacina. Filho faz um escândalo memorável (como em todas as outras vacinas). Mãe correndo atras de filho que foge pelos corredores. Conversa. Prende no colo com os braços e as pernas. Ouvido doendo de choro em alto timbre. Vergonha. Na saída olhei para trás e vi a cadeira em que eu estava, vazia. E nela me vi. Me vi minutos atrás. Queria poder ser duas e uma voltar e segurar a mão da outra, envolver o braço em suas costas e dizer baixinho: está tudo bem, vamos ficar bem!
Ai marcando o retorno descubro que o médico que acompanha meus filhos, 14 anos de parceria, vai se aposentar. Como lidar com isso? Me senti bem órfã. Já passei com outros, fui e voltei. Ele nem é tão bom. Mas sou apegada. Doeu.
Voltando pra casa, no caminho o filho tropeça. O brinquedo que estava em sua mão cai e vai embora no bueiro. Filho chora inconsolavelmente. O irmão chora junto pois o brinquedo era dele. Eu já zonza de tanta choradeira, nem conseguindo raciocinar, enfio o pé em uma gigantesca obra de algum pobre cachorrinho que estava com dor de barriga. Meu pé de sandália, ficou todo recheado. Seguimos os três de mãos dadas chorando para casa.
Mais briga, mais choro. Esquentei as bundas, esbravejei tentando aliviar minhas próprias tensões. Queria descansar. Fui pra realidade combo casa/ comida/ roupa pra lavar de cada dia que a vida adulta nos da hoje.
Fim do dia, fui pegar um copo no escorredor, algo veio junto. Meu pior pesadelo esteve entre meus dedos. Uma lagartixa. Não tenho medo, medo é muito pouco pra expressar, pavor ainda é pouco. Joguei o copo e a dita bem longe. Dei um berro que certamente pode ser ouvido la no quinto. Tive um ataque. E muito vômito. Mais cedo pensei que precisaria amputar o pé. Nesse momento, a mão. Queria abandonar aquela cozinha pra sempre. Mudar de casa, de rua, de cidade, de continente, de planeta, de plano terrestre. A família precisa de janta. Eu tive que voltar lá e fingir que eu era forte.
Sobrevivi ao dia dos namorados sendo só. Sendo mãe só. Lembrando que muitas vezes fui só, muito só, mesmo estando acompanhada. Tive alguns bons. Sempre gostei mais de valorizar os gestos dos dias comuns, dos dias de moletom, cobertor e rotina. Nos últimos nem tinha mais os dias especiais, nem normais, nem nada pra comemorar. E agora tem isso, de eu me descobrir, me ninar, me preencher.
O dia dos namorados mais marcante que vivi foi em 2.003. Havia acabado de completar 18 anos, tinha minha preciosidade na barriga, 5 meses de gestação, o pai dela por ai, eu sofrendo desesperadamente. Vendo casais apaixonados por todos os lado, voltando pra casa depois de um dia longo de trabalho, no metrô, um casal bonito se curtindo, um buquê de colombianas maravilhoso. Eu com meu choro largado. Lágrimas como correntezas incontroláveis. Sozinha e triste. Certa da minha invisibilidade diante de tantas demonstrações de afeto. Ai, quando eu menos esperava, o mocinho na hora de desembarcar com sua amada, tirou uma rosa daquele arranjo e me deu com um belo sorriso e olhar gentil. O meu melhor momento de dia dos namorados da vida todinha veio daquele gesto doce de um rapaz que eu nem conheço mas guardo pra sempre no coração.
Sim, é lindo o amor! Ele tem muitas formas! Ame! Se ame! Permita ser amado! Respeite o amor alheio! Celebre todo dia! Ria de suas desventuras!
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{ESPECIAL} Meus 33 + {DIY} GRL emPWRed + {TOUR} + {BATE PAPO}

Oi

Tudo bem com vocês!?

O vídeo dessa semana é um especial.

Nele eu trago um tutorial, depois um mini tour no meu ateliê, ou melhor, no meu cantinho, no meu quarteliê e por fim um bate papo.

Vamos lá!

Essa semana eu fiz aniversário. Dia 31 de Maio. Pra quem acompanha o blog, eu já falei algumas vezes que eu tenho problema com datas comemorativas. Principalmente natal e aniversário. Fico melancólica, reflexiva, mais uns dias antes do que no dia propriamente dito. E a melhor parte é quando o dia acaba.

Eu estou fazendo 33 anos. E depois dos 30 eu tenho me aceitado e gostado mais de mim de uma forma que eu nem imaginava. Eu não estou na minha melhor fase, fisicamente, afetivamente, psicologicamente…

Só que minha relação comigo tá ok, tá legal. Como nunca antes. Ainda continuo com um monte de neuras, de frustrações. Tem dia que eu quero me bater, mas também tem dia que eu quero me acolher, me por no colo, me dar carinho.

Ai vem a parte que eu queria dividir com vocês, as coisas que eu tenho feito e tem dado algum resultado positivo, mesmo que a passos bem pequenos, não ajudam todo dia, mas que de uma forma geral, tem um efeito positivo pra mim.

Que é sobre empoderamento.

É sobre a gente se conhecer

A gente investir na gente

Porque não acho legal que eu tenha demorado tantos anos pra conseguir gostar de mim.

Eu fui mãe muito nova, eu desde sempre fui cativando, cultivando coisas positivas pros meus filhos, não só pra menina lutar por tudo que ela deseja, mas também pros meus meninos, que a gente, agora, nesse momento da história, tem mais ferramentas que permitem que nossas meninas façam escolhas, que quebrem padrões, e com os meninos tem que desconstruir toda uma cultura, tem que proteger eles também, ter que deixar eles humanos, tem que, não incentivar, mas não reprimir, dizer que tudo bem chorar, tudo bem tocar no brinquedo rosa, incentivar a não ter distinção de tarefa, que somos um coletivo, que em casa todos fazem tudo, e fazem o que quiserem, desde que não prejudique ninguém, ta liberado fazer o que quiser. Respeitando a si e aos demais, tudo certo. Conviver é muitas vezes bem complicado, somos iguais e somos ao mesmo tempo muito diferentes, cada pessoa é um mundo.

E ai o que ajuda a nos desenvolvermos é nos conhecermos.

Conhecer nossos corpos. Coisa que normalmente se reprime nas meninas, a gente tem que agir com mais naturalidade, falar sobre.

Ainda na temática coisa de menina/ coisa de menino, quero falar de autonomia. Se saber se virar. Independente do gênero, a criança deve aprender a se virar, a fazer as coisas por si só e para si. O básico. O básico do básico. Tanto um aprender se virar com sua própria comida, quanto o outro aprender a trocar uma lâmpada. Hoje temos tutorial de tudo muito ao alcance das nossas mãos. Eu não acho certo que só aprendi trocar a resistência do chuveiro a pouco tempo, e foi num momento de necessidade. Claro que não precisamos de aprender todas as técnicas de tudo, conforme for precisando, vai aprendendo. Agora na minha casa, eu que faço a manutenção básica. Aprendi pintar as paredes, diferenciar a tinta de parede e a tinta para ferro. Furar parede, montar móveis. Errando e acertando, errando, errando, errando.

Comecei frequentar a casa de matéria para construção. Chego lá e questiono, aprendo. Na que tem aqui pertinho da minha casa, tem dois atendentes. Observando percebi que um deles é mais instruído, ou melhor, um deles tem mais facilidade com as palavras, fala muito bem, explica com termos técnicos… Já o outro, tem facilidade com pessoas. Explica de uma forma que não precisamos de muito esforço para compreender. Eu tenho mais afinidade com esse.

De um em um, já estou com alguns itens para sobrevivência. Duas ou três chaves de fenda, um martelo, agora com uma parafusadeira que tem função de furadeira junto. Fiz uma pequena pesquisa, vi tutoriais, fiz pesquisa de mercado para avaliar custo / beneficio. Não sou expert mas consigo me virar.

Essa autonomia, de pensar por si só, de não depender muito dos outros, que precisamos incentivar nas nossas crianças.

A gente precisa falar de politica. Não brigar, não fazer as pessoas pensarem como a gente. A gente precisa pensar, precisa observar o que acontece ao nosso redor, precisa priorizar a educação, acesso á saúde, segurança. Aceitar que são problemas de todos. Começar a questionar as coisas. Imaginar o básico como funciona, não precisa engolir um doutorado em sociologia, mas tem que saber pra que serve o voto. O que acontece quando você joga seu voto no lixo, e assumir que tem sua parcela de culpa sim quando o sistema não funciona.

A gente precisa falar sobre religião.

Sobre o quanto os extremos são ruins.

Sobre a necessidade do estado ser laico. Porque existem uma infinidade de religiões, e cada uma acha que é a certa, e cada uma acha que a do outro esta errada, que precisa fazer o amiguinho se converter para sua verdade. A gente tem que respeitar. Eu sou crista e acredito que mais que religião, o que prevalece é o que vai no coração de cada um, as atitudes, não a carteirinha de sócio que ele leva no bolso. Cada um que tem que saber qual é o seu ~Deus~, o seu mestre, o seu centro canalizador de energias.

Por fim eu gostaria de falar dos nossos alimentos intelectuais.

Por um bom tempo, a televisão era a única fonte de entretenimento das pessoas, hoje ainda é de uma boa parte da população, nas regiões mais afastadas principalmente, o que não é ruim. Ruim é a intensidade que lidamos com ela. Se você só tem aquilo, fica limitado. Mas hoje a gente tem muita informação, muito material acessível. A gente precisa abrir nosso campo de visão. Aceitar que não existem verdades absolutas, questionar, ouvir opinião diferente da nossa, ver a mesma coisa com pontos de vista diferentes, entender que tem gente que gosta de jogo, tem gente que gosta de televisão, tem gente que gosta de filme, eu por exemplo, sou cinéfila. Troco passeios por assistir séries tranquilamente. Ai onde mora o perigo, na dosagem! Tudo em excesso não faz bem, tão quanto em escassez.

Não devemos generalizar, não rotular quem tem capacidade intelectual diferente da sua.

O que eu gosto, que recomendo pra todo mundo é leitura.

Leitura é questão de habito.

É como atividade física, você precisa encontrar o que mais se adapta ao seu gosto.

Eu, no momento, gosto muito de poesia, é o que eu consigo ler, textos curtos, ou textos médios, leituras complexas eu me perco por causa dos afazeres, da casa, dos filhos, não consigo ficar muito tempo com o livro na mão, paro muitas vezes, se forem textos leves não me perco, não perco tempo depois relendo onde parei pra embalar a leitura novamente.

Separei alguns livros que tenho lido recentemente. Aqui de três autores jovens, que interagem nas redes sociais com a gente, já os conheço pessoalmente, são muito acessíveis e gente como a gente. Falam de sentimentos, de romances, de cotidiano.

Gosto muito de livros de autoras. Me inspiram e estimulam empoderamento.

Minha dica é para começar aos pouquinhos, quando encontrar seu rumo, ah, você vai ver como é bom viajar e ampliar seus horizontes sem nem sair do lugar.

Bom, é isso.

Espero muito que vocês tenham gostado do vídeo, que possam gostar de si mesmo, que é muito maravilhoso e produtivo amar quem passa a vida toda com você. Você mesmo!

Um beijo grande

E a ate o próximo vídeo. Tchau tchau!