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Palavras para a Minha Mãe

mãe, tenho pena.
esperei sempre que entendesses as palavras que nunca disse e os gestos que nunca fiz.
sei hoje que apenas esperei, mãe, e esperar não é suficiente.
pelas palavras que nunca disse, pelos gestos que me pediste tanto e eu nunca fui capaz de fazer,
quero pedir-te desculpa, mãe, e sei que pedir desculpa não é suficiente.
às vezes, quero dizer-te tantas coisas que não consigo,
a fotografia em que estou ao teu colo é a mais bonita que tenho, gosto de quando estás feliz.
lê isto: mãe, amo-te. eu sei e tu sabes que poderei sempre fingir que não escrevi estas palavras,
sim, mãe, hei-de fingir que não escrevi estas palavras, e tu hás-de fingir que não as leste,
somos assim, mãe, mas eu sei e tu sabes.

José Luís Peixoto, in “A Casa, a Escuridão”

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A vida muda, quando “você muda”.

Nota de Falecimento (Luiz Fernando Verissimo)

Um dia, quando os funcionários chegaram para trabalhar, encontraram na portaria um cartaz enorme, no qual estava escrito:
“Faleceu ontem a pessoa que atrapalhava sua vida na Empresa. Você está convidado para o velório na quadra de esportes”.
No início, todos se entristeceram com a morte de alguém, mas depois de algum tempo, ficaram curiosos para saber quem estava atrapalhando sua vida e bloqueando seu crescimento na empresa. A agitação na quadra de esportes era tão grande, que foi preciso chamar os seguranças para organizar a fila do velório.
Conforme as pessoas iam se aproximando do caixão, a excitação aumentava:
– Quem será que estava atrapalhando o meu progresso?
– Ainda bem que esse infeliz morreu!
Um a um, os funcionários, agitados, se aproximavam do caixão, olhavam pelo visor do caixão a fim de reconhecer o defunto, engoliam em seco e saiam de cabeça abaixada, sem nada falar uns com os outros. Ficavam no mais absoluto silêncio, como se tivessem sido atingidos no fundo da alma e dirigiam-se para suas salas. Todos, muito curiosos mantinham-se na fila até chegar a sua vez de verificar quem estava no caixão e que tinha atrapalhado tanto a cada um deles.
A pergunta ecoava na mente de todos: “Quem está nesse caixão”?
No visor do caixão havia um espelho e cada um via a si mesmo…
Só existe uma pessoa capaz de limitar seu crescimento: VOCÊ MESMO! Você é a única pessoa que pode fazer a revolução de sua vida. Você é a única pessoa que pode prejudicar a sua vida. Você é a única pessoa que pode ajudar a si mesmo.
“SUA VIDA NÃO MUDA QUANDO SEU CHEFE MUDA, QUANDO SUA EMPRESA MUDA, QUANDO SEUS PAIS MUDAM, QUANDO SEU(SUA) NAMORADO(A) MUDA. SUA VIDA MUDA… QUANDO VOCÊ MUDA! VOCÊ É O ÚNICO RESPONSÁVEL POR ELA.”
O mundo é como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos. A maneira como você encara a vida é que faz toda diferença.
A vida muda, quando “você muda”.

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Programa furado…

Ela!

Foi ao cinema ver um filme que à muito almejava…
Com o seu amor, um programinha que os dois adoram. Uaaaauuu que super dez! Muito legal o filme! Tirando o pequeno detalhe da falta da energia no cinema quando faltavam poucos minutos para acabar o filme. O mais legal é que ficaram quase uma hora esperando a energia voltar, segundo orientações dos lanterninhas, e nada… Eis que surge um que diz que o gerente resolveu liberar vouchers para outras sessões. Saindo da sala aquela muvuca, eram várias salas, todas liberadas ao mesmo tempo e um só gerente para dispersar a multidão, revolta e no escuro. Resolveram ir para casa, perder uma graninha, um tempão e ainda ficar sem saber do fim do filme…
Como boa brasileira, que sempre dá um jeitinho, assiste uma versão mal acabada que vazou na internet, que havia relutado em assistir aguardando a tão almejada ida ao cinema.
Por fim, balanceia tudo e vê que realmente valeu a pena. As horas passadas ao lado dEle, o passeio e principalmente ter uma cópia (mesmo que inacabada) a esperando em casa.

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Renova-te

Renova-te.
Renasce em ti mesmo.
Multiplica os teus olhos, para verem mais.
Multiplica-se os teus braços para semeares tudo.
Destrói os olhos que tiverem visto.
Cria outros, para as visões novas.
Destrói os braços que tiverem semeado,
Para se esquecerem de colher.
Sê sempre o mesmo.
Sempre outro.
Mas sempre alto.
Sempre longe.
E dentro de tudo.

Cecilia Meireles

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Bilhete

Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve,
e o amor mais breve ainda…

Mário Quintana

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Quase

Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos “Bom dia”, quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.

Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando, porque embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

Sarah Westphal

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Não dá pra pensar em mim sem pensar em você

Divino acaso da vida te encontrar perdido em meio a tamanha multidão. Hoje, você é minha perdição! E perdida em meio a você, me encontro mais a cada dia… Fundidos em uma só alma, re-construimos o nosso presente e ornamos nosso futuro de sonhos. Dissipamos as nuvens dos dias nublados e quando o sol aparece, colorimos o mundo com as cores do nosso Amor, cintilantes e quentes. Não dá pra pensar em mim sem pensar em você, realmente meu corpo sem o seu é apenas metade, uma parte vazia e fria. Só eu e você sabemos como nos completamos em tudo… Corpo, alma e espírito fundidos em toda a sua integridade. Neste labirinto de rostos e expressões vazios, tive a sorte de achar um, especial, reluzente. O dono dos olhos mais doces que já vi, do abraço mais aconchegante que existe, do Amor mais perfeito que eu poderia imaginar… E ele é somente MEU! Ainda bem que você vive comigo nos dias ensolarados ou nublados, em todas as estações do ano, fazendo cada dia mais e mais especial, único… Ainda bem que tenho você, que posso ter a certeza de que sou sua e estou em boas mãos, e que essa é a minha promessa de felicidade. Do contrário, não sei o que seria dessa vida!

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2 anos… Ainda bem!

“Ainda bem que você vive comigo, pq senão como seria essa vida? Sei lá… Nos dias frios em que nós estamos juntos, nos abraçamos sobre o nosso conforto de amar. Se há dores, tudo fica mais fácil, seu rosto silencia e faz parar. As flores que me manda são fato do nosso cuidade o entrega… Meus beijos seus os seus não daria, os dias chegariam sem paixão. Meu corpo sem o seu, uma parte. Seria o acaso e não sorte. Neste mundo de tantos sonhos, entre tantos outros, que sorte a nossa, hein? Entre tantas paixões… Esse encontro, nós dois, esse amor! Entre tantos outros, entre tantos anos, que sorte a nossa, hein? Entre tantas paixões, esse encontro, nós dois, esse amor!”

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destino

Não é preciso mostrar beleza aos cegos, nem dizer verdade aos surdos. Basta não mentir para quem te escuta, nem decepcionar os olhos de quem te vê! O destino decide quem vamos encontrar na vida. Mas as atitudes decidem quem fica.

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Abstinência Celulitica

Ela…

Ficou sem celular… Que ruim!!! Com a sensação que faltava algo, que faltava um pedaço…

Cinco minutos depois, abre a bolsa, pega o fone pra ouvir uma musiquinha e cadê? Já esqueceu que está sem ele… Frustrante!

Com dez, resolve jogar pra passar o tempo, ao procurar… Nada!

Meia hora depois, quer saber a hora… É melhor nem comentar!

Uma hora mais tarde, vê uma cena que merece ser fotografada… Ai!

Por fim resolve ligar pra casa…

Fica indignada com as situações. E tenta desvendar um enigma:

“Como viviam sem tecnologia antigamente? Ou melhor, como se vive sem um simples celular hoje em dia?”

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Sou assim

Tenho medo do provável. Dou risada do ridículo e choro porque tenho vontade, mas nem sempre tenho motivo. Tenho um sorriso confiante que as vezes não demonstra o tanto de insegurança por trás dele. Sou inconstante e talvez imprevisível. Não gosto de rotina. Eu amo de verdade aqueles para quem eu digo isso. E me irrito de forma inexplicável. São poucas as pessoas para quem eu me explico. Meus amigos não precisam; e meus inimigos não entenderiam!

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Momento difícil

É… Tenho demorado em aparecer por aqui…

E justo nos momentos mais difíceis quero me isolar, não quero ver ninguém, não quero me relacionar, não quero postar…

Decidi aparecer para tentar aliviar essa tristeza.

Mais uma vez perdi o emprego. Mais uma vez aquela sensação horrível de rejeição, de fracasso, de falta de expectativas para o amanhã, ou pior, desespero em pensar no amanhã.

Acho que toda pessoa quando passa por isso se sente exatamente como estou me sentindo. Li um artigo dando dicas para a pessoa desempregada. Só me ajudou no sentido de ver que não sou a única que sente essas aflições.

Mais enfim, me agarro com todas as forças na tal da esperança, afinal ela é a ultima que morre… (e a primeira que mata, mais pulo esse detalhe).

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Sou a Miss imperfeita

“Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. Uma imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado três vezes por semana, decido o cardápio das refeições, levo os filhos no colégio e busco, almoço com eles, estudo com eles, telefono para minha mãe todas as noites, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e-mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos, participo de eventos e reuniões ligados à minha profissão e ainda faço as unhas toda semana! E, entre uma coisa e outra, leio livros.

Portanto, sou ocupada, mas não uma workaholic. Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres. Primeiro: a dizer NÃO. Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás. Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.

Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros. Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.

Você não é Nossa Senhora. Você é, humildemente, uma mulher. E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável.

É ter tempo. Tempo para fazer nada. Tempo para fazer tudo. Tempo para dançar sozinha na sala. Tempo para bisbilhotar uma loja de discos. Tempo para sumir dois dias com seu amor. Três dias. Cinco dias! Tempo para uma massagem. Tempo para ver a novela. Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza. Tempo para fazer um trabalho voluntário. Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto. Tempo para conhecer outras pessoas. Voltar a estudar. Para engravidar. Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado. Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.

Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal. Existir, a que será que se destina? Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.

A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem. Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si. Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!

Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente. Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.

Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores. E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante”.

(Martha Medeiros)

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Psicólogo

Psicólogo não elogia, reforça
Psicólogo não fica de mal, põe em extinção
Psicólogo não troca às bolas, generaliza
Psicólogo não dá toque, discrimina
Psicólogo não puxa orelha, pune
Psicólogo não dá exemplo, faz modelação
Psicólogo não é sincero, é assertivo
Psicólogo não seduz, faz aproximações sucessivas
Psicólogo não surpreende, libera reforço interminente
Psicólogo não finge, faz ensaio comportamental
Psicólogo não sente, emite comportamentos encobertos
Psicólogo não perde medo, dessensibiliza
Psicólogo não fica a perigo, sofre privação
Psicólogo não é bacana, é reforçador
Psicólogo não muda de vida, opera no ambiente
Psicólogo não pega no pé, libera reforço contínuo.

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Tempo

“O tempo é muito lento
Para os que esperam,
Muito rápido para os que têm medo,
Muito longo para os que lamentam,
Muito curto para os que festejam.
Mas, para os que amam
O tempo é eternidade.”

( William Shakespeare )