Category Archives: Pensamentos soltos
Off
Porque aqui dentro não é mais um lugar onde é suportável estar.
A vontade é de abrir a pele e sair do corpo para ver se me livro da dor.
O conto de fadas durou quase meia dúzia de anos mas a dona realidade veio com todo fervor destruir meu castelo na areia e matar a imagem do meu utópico príncepe perfeito, único, meu…
Não imaginei que pudesse doer tanto assim, achei que estava calejada. Achei que a armadura que eu vestia fosse capaz de me proteger, de não me derrubar.
Fiz tudo diferente, dei espaço, dei liberdade, dei tudo de mim, dei o melhor de mim, me doei por inteira, sem metades, sem pudor, sem frescura. Desisti de mim, me coloquei de lado, me coloquei para trás, me anulei, me guardei para depois. Vivi intensamente para o bem do conjunto. Lidei diariamente com meu eu voraz tentando me sabotar, me fazer egoista, viver…
Uma hora eu volto! Não sei quando, primeiro preciso juntar os cacos, encontrar o chão pois não o tenho mais sob meus pés, na verdade nem sei onde estão meus pés.
Vou me erguer, esticar a espinha, estufar o peito, levantar a cabeça e em algum momento volto.
Adestrar minha minha mente para que tudo volte para o lugar, para que encontre o lugar.
Encontrar a auto estima massacrada. Parar de culpar-me pelo que não depende de mim.
Desligando para recarregar, para me encontrar.
Em manutenção!
“Fiquei magoado, não por me teres mentido, mas por não poder voltar a acreditar-te” 
Me amando!
Uma frustração
Eu não sou de ligar para o que os outros falam, me importo pouquíssimo com isso, bem porque muitas vezes, diria que a maioria esmagadora das vezes, as críticas não são construtivas, as palavras são vazias, vindas de momentos de fúria e sem reflexão. Na verdade, até as utilizo no meu balanço de o que isso tem que útil para minha vida e o que isso importa. Pode parecer piegas, mas é verdade. Confio muito na minha consciência, só preciso dela em paz para ficar em pé.
Nos meus projetos, nos meus hobbys, nos meus assuntos, no que me interessa, no que começo fazer, me dou por completo, me dedico, me esforço. Costumo fazer tudo de coração, se não for de coração, nem começo ou já anuncio no começo que não é minha praia e não deve sair bom porque não tem ali minha melhor parte. Não consigo não ser sincera.
Sim, eu refaço minha listinha de prioridades constantemente!
Sim, eu me apego aos detalhes!
Sim, eu me magoo com palavras de descaso das pessoas que eu amo.
Finalizo com essa frase do Fabrício Carpinejar que está latejando no meu peito:
O livro
Sei lá se isso é normal… Tenho mania de escrever uma linha e salvar nos rascunhos para depois dissertar com calma um texto para o blog. Também tenho mania de escrever textos enormes e não publicar… E de querer escrever sobre tudo… E de me cobrar escrever mais e melhor.
As vezes acho que só deveria escrever um texto depois de ler mais um livro.
Todo escritor deve ser um bom leitor. Todo leitor tem boas ferramentas para ser um bom escritor.
As tarefas do dia a dia não me deixam investir nessa prática que me satisfaz. Começo escrever, acontecem mil coisas, os filhos, o marido, a casa… Não consigo parar para ouvir meus pensamentos. Muitas vezes na cama surgem estalos, faíscas, idéias infinitas que me conflitam em descansar ou virar a noite transcrevendo meus pensamentos. Meu físico e meu mental não estão em harmonia.
Um fato: tenho certeza que o que há dentro de mim quer e precisa sair. Não posso prender! Eu até consigo guardar mas é necessário compartilhar. Mais cedo ou mais tarde.
Uma ferramenta que me ajuda é o twitter. Em 140 caracteres solto vários rabiscos, muitos rascunhos.
As redes sociais, a internet móvel, celular, tablet, netbook. Meus aliados! Busco usá-los a meu favor.
Esboços para cumprir as metas básicas da vida. ∞ Não importa a ordem. Não sou boa em seguir padrões… Comecei pelo fim. Escrever um livro, plantar uma árvore e ter um filho. Os filhos já tenho, a árvore ainda vou plantar e no momento propício meu livro sai! Ah se sai! Enquanto isso vou treinando!
Igualdade de que mesmo?
Acho lindo todo aquele assunto de luta das mulheres por igualdade, da tentativa de ter os mesmos direitos do que os homens e tal, mas gente, é muita inocência achar que todos podem ser iguais um dia.
Nem em um casal! Por mais moderninho que o cara for, com casamento tudo muda de figura. É minha querida, 10 entre 10 mulheres vão confirmar essa informação.
É da cultura, da espécie, dos genes, do sangue, os homens vem com esse defeito de fábrica.
Direitos estão totalmente vinculados com deveres, Agora vamos expor alguns itens:
Casa: Quem é que se preocupa com a arrumação? Alguns raros maridos ajudam com os afazeres, mas mesmo quando se para fazer, quem é que vai atrás da funcionária?
Comida: Quem é que naturalmente vai esquentar a barriga no fogão e depois esfriar na pia?
Filhos: Nossa, tema super delicado… Já começa na decisão de tê-los. Nunca entendi por que é que a mulher é que previne (na maioria da vezes! E caso não for o plano, o desejo do momento) se é o homem que “produz”. Se evita mexendo no organismo da mulher que recebe em vez de bloquear a produção já no homem. Tá, o assunto é complicado, pula para a parte prática. A transformação é toda na mulher. Corpo, pele, cabelo, restrições na carreira, dilemas, etc. A vida do homem muda com o que mesmo? Ah, ele tem que decidir de assume ou foge. Ô dificuldade! Quem se preocupa com a alimentação, educação, desenvolvimento, crescimento, com quem deixar e tal? Quando fica doente quem corre com eles? A escola liga para quem ir buscar?
Uma vez ou outra se recebe “ajuda”. Mas ajuda??? Ué, por que ajuda? Não quero ajuda! Quero meio a meio! Um casal são duas pessoas, por que uma faz e a outra não? Por que simancol não é item obrigatório nas pessoas?
Ah, quer igualdade? Tenta cuidar de tudo. E sim, vai conseguir, pirar as vezes mas consegue, é instinto da mulher, E quanto aos deveres? Acha mesmo que dá para ter igualdade nos direitos e deveres? Eu achava que sim. Agora tenho certeza que não!
Não vale a pena lutar para conseguir dividir a conta do restaurante se em casa as tarefas não são divididas. Não adianta lutar por igualdade de direitos se não existe igualdade de deveres.
Resumo da minha vida
Era uma vez uma garotinha cheia de planos. Cresceu apostando que não seria como a mãe, dependente do marido e da casa, que iria dominar o mundo, ser independente e próspera, arrumou um emprego cedinho, quis ser livre mas foi mãe, mãe sozinha, de coração partido, reorganizou as metas, viu afundar metade dos sonhos, encontrou razão para viver, reconstruiu o coração, amou, casou, foi mãe de novo, dai viu que a carga é muito mais pesada do que poderia imaginar… Reorganizou as prioridades, se dedicou ao que verdadeiramente vale a pena. Guardou seu eu na caixinha e um dia há de se reencontrar!
Good news!
Saudades
De não fazer nada, de disposição para fazer tudo, de dormir, de dormir de tarde, de dormir até tarde, do manequim 38, do cabelo bem cuidado, da tristeza recorrente, da alegria eminente, de me ouvir, de me cuidar, de ter tempo, de caminhar, da inocência, de confiar, de me entregar, da utopia, de querer mudar as pessoas, de querer mudar o mundo, de querer ganhar o mundo, de querer dominar o mundo, de fazer planos, de criar metas, de querer tudo, de pensar só em mim, do egoismo sem fim, de ouvir música, de ler, de pensar, de refletir, de ficar sozinha, de me fazer companhia…
Poeta da Madrugada




















