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09/06/2015

“… para que se prolonguem seus dias na terra”

Não escolhi

Sobrevivi

Vivi em função dos outros

Almejando me libertar das amarras

Eis que cortam minhas assas

(quem nem chegaram voar por si só)

Tendo obrigação de voltar pra lama

Eis que sem delongas, abreviar a passagem pela terra deva ser a melhor opção!

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170315

Ontem. Deitei. Disse entre lágrimas esmagadoras de garganta ao marido:

Tristeza mesmo nessa vida é você guardar de si mesmo um chocolate pra um momento de necessidade e encontrar ele cheio de micro formiguinhas.

Chorei incontrolavelmente como se não houvesse amanhã.

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Perfil

Esses dias, um amiguinho da escola da minha filha me perguntou porque eu era tão diferente da minha foto de perfil das minhas redes sociais. Ia responder que usava as fotos de quando eu era amiga do espelho, quando era mais nova, magra, menos preocupada com filhos, marido, casa, contas… Apenas respondi que é porque…
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[In]sanidade

Aaaaaaah, a maternidade…Deitei tarde, levantei várias vezes com o bebê nas altas horas por madrugada afora. Amanheceu, levantei definitivamente, preparei o filho do meio pra escola, despachei. Junto é claro, com o caçula no colo. Arrumei o pequeno e fomos para consulta rotineira com pediatra. Quando enfim sentei, me dei conta que não comi e…
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[des]ordem

Mas saiu todo fora de ordem. Comecei quase que pelo fim. Não teve o começo ainda. E agora seria o meio? Não sei! Nem sei se realmente existe ordem nessa desordem de vida.
Esse texto também não começou ordenado. Pela lógica seria introdução, desenvolvimento e conclusão, vulgo: começo, meio e fim.
E para que tudo isso? Seguir regras é massante, a rotina cansa. Não seguir linha nenhuma também!
Esta tudo confuso, tudo sem lugar, não quero lugar certo, não quero não me encontrar.
Vou indo! Espero me encontrar. E me ajeitar. Sem ordem. E sem desordem.

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Pelo direito de ficar triste

Veja bem, reivindico a mim mesma o direito de ficar triste. O direito, não o hábito, não o dever.
Sou cheia de dilemas, aqui dentro tem tanta coisa, tanto desejo, tantas ideias, tantos planos, tanta vontade. A mente da gente é muito complexa. Não consigo lidar muito bem com certos padrões, com certas coisas que a vida faz com a gente. Lidar com nossos fantasmas e com as consequências das nossas escolhas e atos muitas vezes é pesado e mais pesado ainda é lidar com aquilo que não é nosso, que é dos outros mas atinge diretamente nossas estruturas. Lutar sem cessar para aceitar e administrar tudo isso cansa. Aguentar 100% do tempo de bom humor, sem tropeçar e sem derrubar a peteca é insano.
Insano mesmo é querer carregar o mundo nas costas. Insano é não se permitir desmoronar de vez em quando. 
Me odeio quando não me permito surtar. Odeio sentir culpa por não dar conta de tudo. Odeio me odiar.
Esporadicamente tenho minhas crises de quem sou, o que estou fazendo, para onde vou…
Pode não parecer por essas linhas, mas sou uma otimista daquelas insuportáveis, que para cada momento de bad já tem uma frase pronta de auto astral. Sempre extraindo algo de bom das coisas, mesmo das coisas ruins, sempre aprendizado pelo menos. Experiência! 
Mas estou no meu momento fechado, de introspecção, de análise, de busca, balanço e desejo de encontrar aqui dentro comigo mesma. Me deixa! Em breve estou de volta.

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Ser mãe é!

Me aconteceu um fato trágico mas o tornei cômico. Nada agradável. No mínimo desconfortável. 
Meu filho tem dois aninhos, faz alguns meses que aprendeu a usar o banheiro. Nessa fase de adaptação a criança não sabe avisar direito, tem que ter muita dedicação, periodicamente levar ao banheiro mesmo sem a vontade deles e quando finalmente aprendem a pedir para ir, mãe já sabe que está na porta, não dá pra esperar.
Eu sempre repudiei muito o ato de fazer xixi na rua. Independente da urgência sempre acho que é possível encontrar alternativa. Mesmo menininhos, nunca admiti tal ato. 
Eis que chegou a minha vez. Tinha acabado de pegar o Davi na creche, sabia que teríamos um bom caminho pela frente quando ele disse “Mamãe, xixi”. Pronto. Por um instante pensei em deixá-lo fazer na rua mas meus princípios não permitiram e mandei em vão ele esperar. 
Resultado: ele fez na calça. E estava de cavalinho, nos meus ombros. Senti o quentinho no meu pescoço…Vim embora com aquele cheirinho e com orgulho de ter sido forte e não ter deixado ele criar tal hábito horroroso que para mim é abominável.
Ser mãe é! 

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Ó cabelo, cabelo meu… ♪

Eu achava me meu cabelo me odiava, quando estamos a sós ele fica lindíssimo e quando temos companhia ele fica rebelde. Refletindo melhor sobre esse nosso impasse, percebi que na verdade ele me ama. Está super bem comigo quando preciso dele e nem dá bola para a opinião superficial dos outros.

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Eu sou carente!

Ah se meu amor soubesse o quanto sou carente… Do quanto necessito de carinho, do quanto sinto saudades daquele comecinho de namoro com flores, sms’s, e-mails, jantares, cineminhas e programinhas de casal, de mãos dadas, de “você é especial para mim”, do “você é importante na minha vida”, do “eu te amo” sem o tom automático da rotina com o beijo seco antes de dormir. Como eu queria apoio de quem amo nos meus simples projetos… Como dói ouvir que meus dilemas são bobagens… Como é triste não ser prioridade para quem é a minha… Como é difícil lidar com os caminhos que o outro segue para saciar seu ego… Como são complicados e complexos os relacionamentos… Mesmo sabendo que a conversa é a chave de tudo, nem sempre conseguimos seguir esse caminho…
Reticências eternas de um coração angustiado, solitário e carente… 

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Reconstruir-me

Eu nunca fui na manicure, compro apenas meia duzia de esmaltes a cada trimestre, dos baratinhos mesmo, detesto salão de beleza, ia uma, no máximo duas vezes por ano, agora aprendi cortar meu próprio cabelo, quase não uso maquiagem, nem tenho um kit decente, cosméticos só os mais básicos, jóias nem tenho intimidade, algumas bijus somente, bolsas simples, nenhuma roupa de marca, quase tudo de fast fashion devidamente parceladinhas, meu fraco são os sapatos, ah os sapatos… Não sou um bom exemplo de “mulherzinha”.
Com a formação da minha família, uma das escolhas que tomei foi esquecer do meu eu e me dedicar ao bem de todos. Pode até não parecer mas pedir dinheiro ao mantenedor das despesas é uma luta muito intensa e dolorida. Só dói menos do que ouvir as respostas. O “você não precisa disso”, “isso não é importante” ou o “depois eu vejo” e depois esquecer e ter que pedir novamente, novamente e novamente… Mata um pouquinho cada vez mais. 
O coração bate fora do ritmo, o nó na garganta faz morada e a muralha construída cercando lá no fundo meu eu, minha individualidade, minha auto estima, desmorona e mais uma vez, tenho que juntar forças que nem sei de onde vem, sair de lá de baixo das ruínas e reconstruir tudo de novo, peça por peça. É um trabalho insano, demorado e triste.

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Vontades X Necessidades X Prioridades

Incrível como minha criatividade aflora no travesseiro, vontade de escrever, escrever e escrever. Mas sou mãe, tenho necessidade de dormir enquanto as crianças dormem pois a qualquer instante eles podem precisar de mim e tenho que estar de prontidão para atendê-los. Me vejo claramente uma velhinha escrevendo dezenas de diários retratando minhas vivencias e filosofando suspirante as bagagens adquiridas.

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Birthday 80 years old

Meu vô completou oitentinha mas está convicto que é 7.9 apenas. Em sua defesa da tese, explicou-me que por nascer em 28 de Dezembro de 1.932 e no ano de 32 só ter vivido por 3 dias, ele prefere dispensar este, sendo assim, em 2.012 fez 79. A idade é dele, ele que tem direito de contar como preferir ué. Acho justo!

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Silêncio

” O silêncio é bom, gosto de ouvir o som do meu interior. É com o silêncio que consigo seguir o rumo de meus pensamentos. ”.  E como amo escrever, falo através do silêncio das minhas palavras transformando-as em textos, em posts, em desabafo. Quando me ouço tenho necessidade de escrever. Amo o silêncio pois amo minha compania! Amo me encontrar! Amo me amar!

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Resuminho 2012

Essa época do ano sempre inspira fazermos balanços e resoluções mas não ligo muito para essas coisas… Não lido bem com desilusões. É meio clichê mas “prefiro me surpreender do que me decepcionar” e acho muito amargo o sabor da desilusão. Muito muito mesmo. Preciso de terapia para aceitar melhor isso. Não gosto de fazer grandes planos, sou organizada, preciso de ordem para fazer minhas coisas, fazer de última hora me deixa mega irritada mas com os planos prefiro ser bem realista e manter os pés no chão.
Bom, da minha vida não farei resoluções nem levantamento de planos não cumpridos no ano anterior mas aqui no blog vou fazer resuminho sim!
2012 foi o 3º ano do alinne’s world. Foi o ano que mais postei. Foram 620 posts, uauuu. Em 10 meses foram 50 e em 2 foram 60 postagens. Consegui postagens diárias. Tracei um objetivo e cumpri. Selecionei temas e os mantive. Postagens regulares de segunda a sábado. Domingos de descanso. 
O que quero para 2013 é aumentar meus textos, os de minha autoria. Amo escrever. Amo escrever sobre comportamento. Tenho certo receio de publicar sobre assuntos e temas do meu convívio, medo de expor os que me cercam. Preciso encontrar o equilibrio nisso… 
Antes de soltar esse post procurei o do ano anterior e tchanam: foi bem parecido com esse! rs Olha ele aqui! Então é isso. Meu 2012 foi ótimo! Espero que 2013 seja no mínimo agradável. Beijos!

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21/12/12

Eu bem acho que a chave de tudo está dentro de cada um, que para vencermos os obstáculos dessa vida primeiro precisamos vencer a nós mesmos, que o nosso maior inimigo é sempre o próprio eu, se estamos bem conosco tudo fica bem. Para mim o fim do mundo é individual, cada um acaba para o mundo quando acaba para si. Não acredito nessa profecia pois sou cristã e tenho convicção de que a hora certa só Deus sabe.
Compartilho aqui um texto da Clarissa Corrêa sobre tal tema:

O fim do mundo não é no dia 21 de dezembro de 2012. O fim do mundo são os arrastões e assassinatos em São Paulo. É a onda de violência em Santa Catarina. É o furacão em NY. É o goleiro que manda matar a mãe do filho. É a bala perdida que mata a criança. É a mulher que mata a pauladas o cachorro. São os ataques terroristas que matam inocentes. É o aluno que agride o professor. É o professor que agride o aluno. São os adolescentes que planejam matar o colega. É quem ainda joga lixo na rua. São as brigas entre torcidas. É a menina que é estuprada dentro do ônibus. É o ladrão que tem regalias na prisão. É o político que rouba na maior cara de pau. É quem vê um acidente e não presta socorro. É quem presencia uma injustiça e não faz nada. É quem age com imprudência no trânsito. É 
quem age de má fé na vida. Por isso, o fim do mundo é todo dia.