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Mini Flâmula Papai Noel – Em Feltro – PAP

Fiz de presentinho para as professoras e para as tias do transporte escolar dos meus filhos, essas mini flâmulas com a carinha do papai noel. Achei que ficaram ótimas e práticas de fazer. Resolvi não fazer costurando para agilizar e ainda assim, ficaram muito bem acabadas.

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Inspirem-se!

 

 

 

 

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Calendário do Advento – Papai Noel – Em feltro – PAP

Eu não sou muito ligada em datas comemorativas. Primeiro porque acho desnecessário deixar para fazer coisas especiais para quem amamos em datas pré definidas. Segundo porque mesmo sem querer, criamos expectativas e consequentemente eventuais frustrações. Terceiro porque sempre, sempre fico me colocando no lugar dos menos favorecidos. Quarto por mera falta de hábito. Poderia estender a lista mas, enfim.

Quando a gente tem criança em casa, a coisa muda.

Na minha infância não tínhamos comemorações. Depois continuei. As condições financeiras nunca foram confortáveis.

Quando tive minha primeira filha, começamos nos confraternizar mais. Ela única neta dos dois lados, tudo novidade. Foi acontecendo naturalmente. Tentando não deixar o lado comercial reinar, e seguindo o fluxo. Depois do meu segundo filho, aumentou. A família paterna sim, comemora tudinho como manda a tradição. Fomos juntos. Sempre tentando agregar as crianças mais valores do que descartáveis.

Claro que como artesã, amo essa parte decorativa de tudo isso.

Agora com três filhos, o caçula tem um deslumbre com natal muito forte. Inclusive tem arrastado o irmão.

Há 2 anos fiz uma árvore de parede. No ano passado fiz uma de geladeira. Justamente para eles brincarem e interagirem com a decoração.

Para esse ano resolvi fazer um calendário do advento. Mesmo porque, criança fica louca ansiosa para chegar logo. Não tem muita noção de tempo. Acham que começou decorar, já tem que ser o dia.

Fiz esse com papai noel mesmo não sabendo como lidar com essa lenda direito.

O resultado foi incrível! Eles amaram! E eu também!

Espero que vocês gostem e façam também!

Detalhes:

  1. Fiz colando para ser mais rápido e prático, mas acredito que todo costurado ficaria muito melhor.
  2. Usei papelão de caixa de leite. Acho que eva teria ficado melhor. Atras inclusive, ficou aparecendo a estampa da caixa. Imperceptível, mas eu vi, e sei… kkk
  3. Depois de gravar, resolvi colocar uma argolinha de fio de nylon para pendurar.
  4. Finalizei passando a ferro para tirar os amassados do feltro. Poderia ter feito antes. Deu certo!

Inspirem-se!

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28/11/17

Eu olhei no calendário, não, não é tpm. Não posso culpar os hormônios.

Pode ser o texto que li pouco antes de deitar, do Matheus Jacob, um dos meus preferidos da vida.

Talvez a mensagem fofa de um amigo querido convidando para sair. Que tolice cogitar uma vida normal e sadia!
Elejo então a playlist. A culpa é toda dela! Que ideia mais sem sentido escolher uma seleção de músicas românticas para pegar no sono. Bowie, George, Prince. Uma pessoa sem estabilidade emocional se achando inabalável. Insanidade!
Depois de dias, semanas, meses com meu barquinho quase inteiro. Navegando a beira mar, naquela zona quase invisível. Já estava quase que confortável habitar por ali.
Veio a tempestade. E que senhora tempestade não é mesmo!?
Aquelas palavras de outro texto que li dias atras estavam ecoando. Falava sobre a fisioterapia. A fase que vivemos depois de nos quebrar, a recuperação, lenta e dolorosa, onde com paciência e dedicação, vamos calcificando as dores até estarmos fortes os suficiente. Para então arriscar tudo outra vez. Outrora foram palavras de tranquilidade. Nessa porém, ventania.
Veja bem, como ter esperança de um dia quem sabe, surgir algo genuíno, sendo que já surgiu.
Quando eu era só escuridão, eu havia quebrado a cara e o coração de uma forma que jamais imaginaria poder reconstruir, você foi o que me salvou. Sua mão foi o que me tirou das ruínas. Sua amizade. Seu amor. Sua compaixão. Você foi tudo o que eu nunca esperava. Foi um amor tranquilo. Companheiro. Sem ciúmes. Dedicado. Parceiro. Eu contava as horas para te encontrar nos finais de semana. Eu amava trocar mensagens o dia todo sobre exatamente tudo. Com três meses já estávamos noivos e convictos de um pra sempre. Procurávamos casa. Visitávamos casas. Muitas casas. Não queríamos formalidades, papeis assinados. Tínhamos laços tão nossos que nem poderiam ser explicados. Os primeiros anos foram mágicos.
Do meio pro fim tudo virou o oposto. Tão ao contrário, distorcido, invertido.
Tenta daqui, refaz dali, costura, remenda, reformula, reconstrói…
Entender o fim é devastador. Ao menos pra quem ficou. Deixar ir. Aceitar que já se foi. Metástases!
Já foi!
Já tive a segunda chance.
Três vezes o raio não cai.
Ainda dói.
Doeu lembrar que um dia foi bom.
Dói ter que resgatar aquele olhar, aquele fatídico olhar de desprezo. Aquele olhar que você me deu no dia da mudança. Onde vi nos seus olhos realmente o fim. Mais que saber que já existia outro alguém, aquele olhar foi o meu estalo. O meu “toma vergonha nessa cara menina, aceita!” Eu fecho meus olhos e posso viver novamente aquela cena quantas vezes for preciso. Fazia tempo que não precisava. Até o amargo vem na boca. E a queimação nas bochechas, como se tivessem sido tapas literais.
Voltar entoar meus mantras!
Fazer de conta minha auto suficiência!
E desligar já essa maldita música!
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Lojinha Alinne Marques no ar! Uhuuu!!!

Oiii, tudo bem com vocês!?

Eu queria ter liberado dia primeiro. Eu queria ter liberado mês passado.

Eu queria ter liberado no começo do ano. E queria ter liberado no ano passado.

Esse é um sonho de longa data, não bem um sonho, um projeto, um objetivo.

Muitas coisas atrapalharam. Muitas coisas deram errado.

Minhas prioridades são meus filhos, minha mãe, minha família.

Depois meu projeto meio que sem querer e que tem dado certo. Que amo muito. Que dá muito trabalho. E que também me motiva a sempre criar, sempre buscar melhorar, nunca parar. Que é o canal no youtube.

Em paralelo a ele eu tenho feito algumas poucas encomendas, na maioria de conhecidos que acreditam no meu trabalho mais que eu mesma. Nesses desafios eu cresço porque sempre aprendo. Ganho experiencia. Pro lado bom e pro lado ruim. Tenho dificuldade com preço, com lucro. É difícil balancear pra encontrar o preço justo, que tem a ver com valor, com dedicação, com material utilizado. Já levei alguns calotes de amigos. Enfim. Tem N fatores que atrapalham pegar encomendas. É filho que fica doente, é falta de investimento em material, é prazo apertado, recentemente minha mãe fez uma cirurgia e meu trabalho em casa aumentou, daqui a pouco as crianças tem férias escolares e eu paro minha vida para viver por eles.

Ao longo de vários meses fui preparando algumas peças, mês passado dei uma turbinada em peças natalinas, porque eu prefiro e é a forma que eu consigo lidar, com peças a pronta entrega.

Então agora, eu finalmente tenho a alegria de compartilhar, que a minha lojinha virtual está ativa!

Tem uma quantidade inicial de produtos e obviamente eu vou incluindo mais quando possível.

Imagino que depois das férias eu consiga voltar pegar algumas encomendas. Eu vou divulgando e compartilhando. No blog sempre tem tudo que produzo. Na pagina do facebook tem alguns álbuns de várias coisas que eu já fiz e agora eu criei um perfil no instagram pra colocar as coisas da lojinha. Os convido para acompanhar e já adianto um pedido de desculpa porque vai ter overposting por lá com todos os produtos já cadastrados na lojinha.

É isso gente. Venham visitar minha lojinha. Venham comprar minhas coisinhas!

Agradeço o carinho do pessoal querido que me acompanha.

Eu vou trazer ainda vídeos de natal esse ano. Vejam também os vídeos dos natais passado. Pesquisem lá no canal.

Vou deixar abaixo o link da lojinha e das outras redes sociais.

Um beijo grande pra vocês. E até o próximo vídeo. Tchau, tchau!

Lojinha: lojaalinnemarques.tanlup.com

Instagram da lojinha: @alinnesworld

Canal do youtube: youtube.com/alinnemarques

Página no facebook: facebook.com/alinnesworld

Blog www.alinnemarques.com.br

Email: falecomalinne@gmail.com

(ˆ◡ˆ)♥

 

 

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Encomenda Quadrinho flamingos

Fiz esse quadrinho a pedido de um amigo de longa data, para presentear um casal de amigos que temos em comum.

Ele me deixou livre pra desenvolver qualquer tema para saudação de boas vindas à casa nova.

Esse casal está junto desde o tempo da escola e agora conseguiram conquistar seu tão sonhado lar.

Eu escolhi flamingos pela história. Eles tem o mesmo par por toda vida. Tão fofo!

E em cada detalhe, cada pontinho de todo trabalho, vou mandando muitas energias boas a quem o vai receber.

Que esse mimo possa alegrar aquela casa. E que prosperem por toda vida! 💞

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Identidade visual

Há tempos precisava fazer um logotipo. Não tenho ideia de como fazer no computador, nem tenho como investir recursos pra mandar alguém fazer. Já tinha o rascunho na minha cabeça. Já tentei passar para o papel várias vezes mas nunca da certo. Não consigo transferir. Tem o logo, o videozinho de abertura, tem vários nuances, um trocadinho do meu nome com o nome do blog, enfim.

Adiei muito.

Sempre me incomodou não ter isso.

É difícil fazer tudo sozinha. Mas no meu tempo, vou desenrolando como da.

Eu gosto de feltro, de costura criativa, coisinhas fofas. Resolvi então fazer minha marquinha do jeitinho que eu sei mesmo.

Saiu esse quadrinho. Não exatamente como eu queria, não sei bordar. Sei arriscar.

Aos pouquinhos estou aprendendo o mais importante: confiar em mim! Preciso deixar se ser meu pior capataz. E passar a ser minha maior incentivadora.

Estou amando!

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10/10/17

Hoje era um daqueles dias que a gente tem mil coisas pra resolver na rua. Precisava ir em dois bancos, comprar um chinelo pra um filho, pijama pro outro, comprar enchimento pra fazer os presentes das professoras (esse com urgência pois ainda tinha que confeccionar duas peças até o final do dia! e consegui!), comprar lanchinhos para o piquenique de um, passar na escola do outro pra acertar o passeio, comprar uma garrafinha, ir no açougue e no mercado. As quarto últimas deixei pra amanhã. A contra gosto. Fiz o que deu antes do meio dia que é quando um chega da escola. A tarde empenhei nos presentinhos.

Acordei. Mandei os meninos pra escola. Tomei café. Uma horinha de costurices. Fui me arrumar pra sair. Peguei uma bermuda. Troquei por uma calça. Peguei uma sapatilha. Troquei pelo tênis.

Peguei os fones de ouvido. Mudei de ideia na saída. Ida ao banco requer atenção dobrada ao movimento. Três detalhes bobos que me soaram como intuição. Ouvi. Obedeci.

Andei uns 300 metros e plaft. Levei um tombo ridiculamente bobo. Fazia muito tempo que isso não me acontecia. Ali no meio do movimento, pessoas passando, ônibus com uma boa plateia, funcionários trabalhando. Vergonha imensurável. Uma doce senhora me ajudou levantar, limpar a roupa e me situar.

Aquele segundo entre virar o pé e me estatelar no chão passou em câmera lenta. Em um piscar de olhos, pude ouvir com o coração, a voz de um amigo me chamando de “Quedinha”, apelido carinhoso que me deu, imagina-se o porque. Eu era muito boa em cair. Na rua, no transporte, no shopping. Não podia ver uma vergonha que já queria passar. Não sei explicar, acontecia. Com frequência. Fiquei em dúvida se voltava pra casa pra chorar em paz. Não seria prudente protelar todos os afazeres. Um riso frouxo se apoderou e segui em frente. Trouxe várias lembranças. Visitei o passado. O coração transbordou de ternura. Vi muitas pessoas que fizeram parte de um bom pedaço da minha vida. O sorriso me acompanhou todo o caminho. Junto das boas memórias.

Lembrei-me da época do meu primeiro emprego. Era uma menina com 16 anos. Começou com um estágio de um micro salário. Eu achava o máximo desbravar as ruas da cidade. E ir pra escola depois do trabalho. Me sentia importante. Convivi com tantas pessoas incríveis. Claro que tinham as pedras nos sapatos, porém hoje só me amarrei nas que tocaram e mudaram de alguma forma positiva a minha vida. Fiquei 5 anos lá. Já fazem quase 12 que sai. Ainda mantenho algumas boas amizades. Outras amizade permanecem no catálogo das redes sociais. Outras daria tudo pra encontrar novamente. Mesmo que fossem só nas redes, só pra acompanhar de longe suas aventuras.

O joelho inchado e ralado funcionou muito bem nas 3 horas de caminhada. Tenho impressão que foi o coração aquecido. Depois quando repousei é que senti a dor. Dor essa que pouco importa. O risinho da manhã ainda está grudado no meu rosto. Assim como as memórias. Enquanto eu respirar, vou ser grata a todos vocês <3

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07 de Outubro

Todo dia 6 de Outubro eu fico assim, nostálgica.

As 9 da noite começou o trabalho de parto.

Uma noite inteirinha com cada segundo registrado na memória, na pele e na alma.

Há 14 anos, no dia 7, depois de 39 semanas e 5 dias, 14 horas de contrações, quase 11 horas da manhã, com 3.300 quilos e 48cm, chegou minha menininha.

Não existem palavras pra descrever esse momento.

Nem tantos outros.

É só sentir.

É único, pessoal e intransferível.

Pra mim, maternagem se resume a amor e dor. Dói o tempo todo. E o amor contorna e faz seguir em frente.

Dói o susto.

Dói a dúvida.

Dói a insegurança.

Dói o medo.

Dói o desconhecido.

Dói a pausa no eu.

Dói os sonhos.

Dói os anseios.

Dói os desejos.

Dói a abnegação.

Você chegou em outubro mas eu já era mãe desde janeiro. Desde quando passei a ser nós duas.

Minha listinha de prioridades nunca mais foi só minha.

Me desfiz e me refiz tantas vezes.

As temidas dores do parto são treinamento. Ali na hora parecem ser tudo. Depois a cada nova dor aquelas viram saudade. Porque ali literalmente era em mim. Todas as outras que vi doer em ti queria poder transferir pra mim. Quando dói ai, aqui é pelo menos duas vezes mais.

Pequenininhos dói um cansaço físico exaustivo.

Depois dói a independência.

No parto nem se sente ao cortar o cordão umbilical.

Agora quando ele é rompido depois de grande…

Ah, essa dor!

A gente vive pelo filhos e depois não sabe mais viver sem eles.

Gi, minha filha, meu amor, minha vida. Primeira vez que passamos longe fisicamente… Que seu dia seja lindo! E sua vida abençoada e próspera! Feliz aniversário amorzinho!!!

Eu poderia dizer que te queria grudadinha em mim como quando era na gestação.

Mas mesmo doendo tanto, eu prefiro te ver crescendo e voando.

O ninho continua pra sempre disponível meu bem 💞